Category Archives: Hipocrisia

Concordo

Apoio a opinião de João Campos no Delito de Opinião relativamente à questão dos multibancos, na cadeia de supermercados Pingo Doce. Concordo com ele, porque o Pingo Doce é livre decidir que tipo de políticas pode implementar para lidar com os multibancos. Quem não estiver bem, sempre pode ir a outro lado. Não há nada de grave nisso. 

Por outro lado acho que ninguém no seu perfeito juízo se importaria com esta questão, porque existem poucas contrariedades em levantar dinheiro do banco. E apoio a opinião do João Campos também, porque quando avaliamos uma empresa, temos a obrigação de ver os dois lados; o lado da empresa e dos consumidores.

O caso das “Pussy Riot”

Vendo bem as coisas parece-me que estamos perante uma injustiça cometida contra as cantoras. Aquando do protesto dentro de uma igreja ortodoxa, elas protestavam, é claro, contra Putin e contra o apoio da instituição ortodoxa para com Putin. Por isso mesmo, é legítimo que protestem dentro de uma igreja ortodoxa, porque a Igreja não se deve meter em política – “Dá a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Só se deve meter quando a situação justifique, quero dizer quando as coisas vão bem, não se deve meter. Quando as coisas vão mal, deve-se intrometer para o lado dos mais fracos, e neste caso porém fez o contrário, o que pode ser sintomático de corrupção.

E por estas razões as “Pussy Riot” são inocentes, pois apenas protestaram contra a situação em que o país se encontra. Não interessa que tenham profanado uma igreja, pois a instituição ortodoxa já se tinha profanado a si mesma, com o apoio dado a Vladimir Putin. Olho por olho dente por dente.

O estilo de vida dos parasitas do estado

Não sou pessoa muito entendida neste assunto, todavia reencontro-me nas palavras do Carlos Abreu Amorim: “São sempre os mesmos. Vêm de todos os partidos ou de nenhum. Não têm política mas há muito que se servem de todas. Possuem presença firme e antiga nas fendas de este regime que crêem propriedade sua. O seu principal elemento distintivo é a resistência à mudança: em suma, eles, todos e em uníssono, preferem sempre que tudo continue como dantes. Se nos perspectivarmos pelo seu ponto de vista específico, no fundo, estão carregadinhos de razão – foi com as coisas como elas estão que eles conseguiram vivificar, ser gente e colocar o Estado ao seu serviço, década após década; logo, qualquer remota hipótese de alteração do status quo assume o tom de ameaça.

É facílimo identificá-los: são aqueles que rosnam contra o fim do regabofe das fundações; os que garantem que colocar algum rigor nas empresas municipais redundará no fim da civilização tal como a conhecemos; os muitos que juram que a Lei dos Compromissos vai paralisar o País; os que asseguram que Portugal tem o dever moral de manter uma televisão pública em concorrência com as privadas e que o Estado deve pagar anualmente indemnizações compensatórias à RTP de valores crescentes (este ano serão 508 milhões de euros); os que aconselham “calma” ao Governo, aqueles que pedem “abrandamento” nas Reformas, os que afirmam que “não se pode querer mudar tudo ao mesmo tempo”, e por aí adiante…
Odeiam este Governo. Não por ideologia mas apenas porque não estão habituados a serem desafiados no núcleo duro dos seus interesses.
Têm voz em toda a parte e falam como se defendessem o interesse público – questão que nunca os inquietou. Vêm acompanhados de múltiplos seguidistas embrulhados em embalagens variadas e de um infindável cortejo de idiotas úteis que trauteiam tautologicamente as melodias encomendadas sem nunca suspeitarem que o são.

Façam como cantava o Zeca: não se deixem “enganar com o seu ar sisudo” e nunca “lhes franqueiem a porta à chegada”. Sobretudo, não prescindam da capacidade de raciocínio próprio.
Eles estão aí e quase sempre estiveram aí – só que, desta vez, vão perder.